Admito: Ainda não percebi bem a diferença entre uma sopa da pedra e uma feijoada. É o excesso de condimento? Os coentros frescos a pairar na camada fina de gordura?
A de hoje nem pedra trazia, queixem-se os mais conservadores, que a sopa da pedra tem uma pedra que é para dar sabor. Esta não tinha e estava boa. Porque no Forno* algo estar mal é que é de estranhar!
Mas a sopa da pedra é comer para sentar e ficar...e depois reflectir, depois suspirar e ir dormir.
É pedra de pesado e de sabor intenso. Não sou a maior apreciadora, mas estamos em Almeirim, e em Roma sê Romano, e hoje o almoço foi isto: A Bela da Sopa da Pedra!
A sopa da pedra não abre concessões, pede tinto. Melhor exige um tinto, de preferência estruturado e com um final comprido na boa, daqueles que não se deixem eclipsar pelo sabor intenso daquilo que vem do prato.
Não será o caso deste Portas do Tejo Tinto 2012. Não me levem a mal, é um bom vinho. Excelente relação qualidade/preço, um vinho fácil de beber, corrente. Bom, mas sem grande história.
Feito de duas castas, castelão e Aragonêz, é um vinho com 13º de alcool e possivel de encontrar na grande distribuição abaixo dos 4€.
Na ficha técnica diz que se adequa a carne grelhada, assados no forno e comida oriental.
Um vinho para o dia a dia. pelo menos, para o dia a dia do Ribatejo!
*O Forno situa-se na rua de Coruche, muito próximo da Praça de Touros de Almeirim. Casa com grande tradição na Sopa da Pedra, Sopa de Peixe e Grelhados. Prima por um excelente serviço, rápido e consistente de todas as vezes que lá fui. Cozinha aberta onde se pode ver a azafama de um espaço daquele género. Recomenda-se.
P.S. Estamos às portas do Alive. O que quer que se deguste degusta-se a pensar em musica. E porque o almoço foi pesado, ouvimos rock&Roll :)

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